segunda-feira, 4 de junho de 2012

A metade do inteiro que somos, carta de número três.


“ Já se passou algum tempo, e o tempo ainda continua a passar. Eu tenho saudades imensas de ti, de tudo em ti alias. Eu sonho acordado com teu sorriso , eu acordo de manhã e saio para o trabalho, com um pingo de esperança de em algum momento do dia em algum lugar qualquer da cidade esbarrar com você. Acontece que como o tempo passou, e pouco de ti sei agora , não sei já se mudou como havia planejado, não sei absolutamente nada a seu respeito e isso muito tem me irritado.
 Eu queria fazer parte da sua vida, estar em tuas escolhas,mas com a vida não se tem conversa, é corrida e chata e distante de ti me mantém. Sei que a desculpa não a de demorar a chegar, mas sonhar com um “oi”, teu as quatro horas de uma tarde entediada, é a melhor coisa que agora posso fazer , já que de ti nem mais o rosto posso ver.
Do seu travesseiro tenho inveja, só de pensar que você pode chorar e é ele quem talvez vai te confortar, mi entristece saber que nesses momentos nem ao menos posso te abraçar.
Lembro do dia em que tomares chuva, só para me abraçar, pois três dias fora iria ficar, e queria de alguma forma me sentir, se eu soubesse que aquele seria o mais belo que daria em toda minha vida até hoje, teria ficado mais dez minutos, contigo abraçado.
Não vou escrever mais nada, pois de tudo isso nada poderás ver, mas que fique bem claro “EU AINDA AMO VOCÊ” e não sou nem metade do que somos longe de ti.”
 Lendo essa carta em um porto, em qualquer lugar, imaginei a dor desse amante, que amor não mais parecia ter. Passei por ali rapidamente, e pelo litoral segui em frente, mas quis deixar registrado no diário dessa minha busca, a carta desse amante, que alias gostaria muito de saber mais da historia.
Não tem muita importância, mas vou aqui registrar, que assim que a carta acabei de ler, um beija-flor em meu ombro veio pousar.